2.11.09

Três Cantos - Como Um Sonho Acordado


Sendo pouco dado a espectáculos especiais, porque considero-os produtos de mercado, deixei-me seduzir pelo Três Cantos, que juntou no mesmo palco Fausto Bordalo Dias, José Mário Branco e Sérgio Godinho. Quando soube da realização do concerto no Coliseu do Porto, decidi de imediato que iria assistir, sem me preocupar com o eventual preço dos bilhetes.

Ontem chegou o grande dia e lá fui ao espectáculo. Confesso que fiz "batota". Ou seja, procurei informar-me sobre o alinhamento, lendo tudo o que encontrei sobre as três apresentações anteriores do Três Cantos. Fiz mal. Melhor teria sido deixar-me surpreender, porque, ao contrário do que é habitual em espectáculos conceptuais do género, este não estava apontado para os clássicos orelhudos e incontornáveis. Foi concebido para surpreender o público com canções pouco óbvias do repertório dos três artistas.

A opção por canções menos conhecidas - embora tenham estado presentes clássicos como O Primeiro Dia, Rosalinda ou Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades - teve uma clara mais-valia: obrigou o público a estar mais atento às canções. Mesmo conhecendo de antemão o alinhamento, dei comigo a deixar-me envolver pelos arranjos novos de cada uma das canções, a escutar atentamente as letras e a apreciar as qualidades e defeitos de cada uma das vozes.

Há muito que não usufruía tanto de um concerto. O Três Cantos conseguiu prender-me a atenção e levou-me para o mundo maravilhoso da arte mais pura. É incrível como aqueles três homens conseguem falar de economia, política ou história com a mesma qualidade estética com que abordam o amor. Haja talento! Gostei muito do inédito Faz Parte e de grande parte dos arranjos das outras canções. Mas houve um que me chamou mais atenção. Como um Sonho Acordado ganhou uma dimensão épica ao vivo. Aquela letra espantosa do Fausto servida pelo instrumental deste espectáculo dava a sensação de estarmos a experimentar um verdadeiro pesadelo, foi como se "a terra corresse inteirinha atrás de mim, o medo ronda-me os sentidos por baixo da minha pele, ao esgueirar-se viscoso, escorre pegajoso e sai pelos meus poros, pelos meus ais. E penetra-me nos ossos ao derramar-me sedento, nas entranhas sinuosas, entre as vísceras mordendo, salta e espalha-se no ar, vai e volta delirante, tão delirante. É como um conho acordado. Esse vulto besuntado, a revolver-se no lodo, o deslizar de uma larva emergindo lá ao fundo, tenho medo, ó medo,leva tudo, é teu, mas deixa-me ir".

Gostei tanto que cheguei a casa e já encomendei, no sítio da Fnac, a edição especial do concerto com livreto, dois dvd e dois cd.

30.10.09

A estrela de Cannes

24.6.09

Fogo de vista











Vídeos da xô dona Raquel.

26.5.09

O meu perfil político

É curioso que eu costumo votar no BE, mas sinto em algumas situações que ideologicamente mais perto do Partido Humanista. Resolvi fazer o teste do EuProfile e o resultado condiz com a ideia que eu tinha. As minhas respostas ao questionário fazem com que o BE seja a única solução de voto nas próximas Europeias. No entanto, o meu perfil de proximidade ideológica aos vários partidos indica que estou mais perto do PH do que do Bloco de Esquerda. Motivo de orgulho é o meu grau de proximidade com o PNR ser igual a 0,0%.



24.4.09

Boato, JP Simões


Os discos ao vivo funcionam, em muitos casos, mais como fogo-de-artifício do que como música. Preparam-se espectáculos altamente artilhados, com convidados sonantes e apresenta-se um trabalho de grande sainete, mas que, espremido, tem escasso sumo. Neste aspecto, Boato, o disco ao vivo de JP Simões, é o anti-disco-ao-vivo. Despojado de frivolidades, traz-nos o trabalho do artista nas suas formas mais íntimas, sem maquilhagens. Uma voz, uma guitarra, um piano e canções. Excelentes canções. Só quem escreve como JP Simões dispensa bem o foguetório e pode dar-se ao luxo de lançar um álbum ao vivo com toda a sinceridade que se encontra em Boato. Até se ouve o catarro do artista em Se Por Acaso.

Este álbum junta temas dos Belle Chase Hotel, do Quinteto Tati, canções do disco 1970 e inéditos oriundos da Ópera do Falhado e de outros momentos criativos. Ao contrário do que poderia imaginar-se, o resultado é bastante homogéneo. Descarnadas até ao esqueleto, as músicas dos Belle Chase Hotel aqui incluídas ajudam a perceber que a palavra inspirada de JP Simões tanto se revela em português como em inglês, francês e até em brasileiro. As criações da Ópera do Falhado e do Quinteto Tati, em termos de letra, constituem, na minha opinião, a fase de maior genialidade de JP Simões (do que se conhece, porque o futuro vai revelar-nos mais - e quem sabe melhores - textos). O minimalismo dos arranjos expressos em Boato ajuda a revelar com maior precisão a força dos sentimentos e a capacidade de transformar em texto de canção a realidade circundante que JP Simões imprimiu a essa fase do seu trabalho. Os inéditos espelham um artesão de canções com uma voz muito própria, que merece ser escutada.

Enfim, Boato é um disco bonito - esta frase faz-me parecer o Artur Jorge, mas enfim, é mesmo um disco bonito. Ouça-se com atenção. A cada nova audição vou encontrando pormenores novos: uma interpretação mais teatral e efusiva que me tinha escapado, o tal catarro em segundo plano, a gargalhada de Luanda Cozetti, desbragada como só as mulheres conseguem. Uma palavra para o Sérgio Costa, cujo excelente trabalho ao piano dá uma dimensão ora doce ora agreste às canções, tornando-as mais expressivas.

A pequenez humana



Vila Nova de Milfontes, 1 de Abril de 2009

23.4.09

Entre a liberdade e a licença

Na semana em que o primeiro-ministro, espumando de raiva, ladrou que não processou jornalistas, mas "indivíduos" que o "difamaram", ajuda a perceber o país uma frase do sociólogo Vitorino Magalhães Godinho que a Visão de hoje reproduz: «Os portugueses não têm a liberdade, mas sim a licença de dizer o que pensam». E é essa licença que o alegadamente engenheiro José Sócrates nos quer roubar, o que custa bastante, sobretudo na semana em que se comemoram 35 anos do 25 de Abril.

PS: Se os senhores assessores de sua excelência o presidente do conselho, douto engenheiro José Sócrates, tropeçarem neste texto, saibam que o parágrafo anterior era mera brincadeira. Era eu disfarçado de "indivíduo", mas queiram saber que não era minha intenção difamar sua excelência.

12.4.09

As canções de Boato, novo disco de JP Simões


Boato, o disco ao vivo de JP Simões, é posto à venda nesta segunda-feira, 13 de Abril. As 21 faixas que integram este segundo trabalho a solo de JP Simões são as seguintes:

1) A Queda de Ícaro
2) Lenda do Homem Pássaro
3) O Menino Negativo
4) Ele é que Não
5) Suor e Fantasia
6) Tango do Antigamente
7) Eu Um Dia Hei-de Ter Poder
8) A Flor da Vida, A Arte do Encontro, etc.
9) Carta Tardia
10) Joana Francesa
11) Se por Acaso (com Luanda Cozetti)
12) Canção da Carne Crua
13) Nimarói
14) La Toilette des Étoiles
15) Interlúdio Comercial
16) Música Impopular
17) Ela Vai e Vem
18) Vou Sair Para Comprar Cigarros
19) Uma Para o Caminho
20) São Paulo 451
21) Epílogo: Canção do Jovem Cão (com Manuel João Vieira)

3.3.09

Algumas novas sugestões

Aqui.

23.2.09

Olhar para o balão

20.2.09

O meu árduo trabalho na Volta ao Algarve

7.2.09

O Boato ganha forma

O novo disco de JP Simões, Boato, está quase a tornar-se realidade. Enquanto não estiver à venda, pode-se escutar um pequeno avanço. Aqui.

30.1.09

Demita-se, senhor primeiro-ministro

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, está sob suspeita de envolvimento em negócios esquisitos. Bem podem o DCIAP e a Procuradoria-Geral da República alegar que, tecnicamente, Sócrates não é aguirdo nem suspeito que as evidências dizem o contrário: a polícia inglesa inclui o político português no lote de suspeitos. Aqui chegados, impõe-se precisar um ponto: ser suspeito é distinto de ser culpado e qualquer cidadão tem direito à presunção de inocência. Logo, até prova em contrário, José Sócrates é suspeito mas é inocente.

Perante esta situação, a generalidade da oposição tem-se mantido calada ou diz que se trata de um caso judicial e não político. A excepção foi o Bloco de Esquerda que colocou o dedo na ferida. Abstendo-se de referir-se à vertente judicial do caso, Francisco Louçã perguntou esta semana a José Sócrates se ele acha que as medidas que permitiram a construção do Freeport se enquadram nas competências e deveres de um governo de gestão. O primeiro-ministro não respondeu a isto. E não respondeu porque não podia fazê-lo em seu proveito. Isto é, a Constituição advoga que um governo de gestão deve tomar apenas as decisões absolutamente necessárias e urgentes para a vida do país. Desde quando a construção de um centro comercial se enquadra neste critério?

Ou seja, ao contrário do que diz a generalidade da oposição, não estamos perante um caso meramente judicial. É também um caso de política. Sendo certo que Sócrates é inocente até prova em contrário e que não é justo que alguém inocente pague por algo que não fez, não é menos verdade que nenhum país pode viver com um chefe de Governo sob suspeita. Perante a situação actual, quais as saídas? 1) José Sócrates mantém-se no poder e insiste na tese da cabala. Nada se resolve, porque continuará sob suspeita até que o caso seja esclarecido, o que, sendo optimista, demorará meses. 2) José Sócrates demite-se, são convocadas eleições antecipadas e Sócrates recandidata-se. Nada se resolve, porque as urnas não podem servir de legitimador para um caso que também é judicial. 3) José Sócrates demite-se e afasta-se da política activa até que tudo se esclareça. Só esta opção resolve alguma coisa.

É verdade que, a confirmar-se a inocência do antigo ministro do Ambiente, é de uma enorme violência destruir-lhe a carreira política. E não seria caso virgem no país e no PS. Acontece que, enquanto Ferro Rodrigues teve a honestidade de afastar-se até ser ilibado no processo Casa Pia - se não fosse esse caso seria ele hoje o primeiro-ministro -, José Sócrates parece achar que o seu futuro pessoal e político é mais importante do que a nação. Se não fosse essa postura egoísta, Sócrates já se tinha afastado da arena polítca.

Em suma, este é um caso muito complexo e nenhuma solução é perfeita. Mas há que optar pelo mal menor. E o menor dos males é salvaguardar o país em detrimento da carreira política de José Sócrates. Demita-se, senhor primeiro-ministro! A bem do país.

29.1.09

Inventário sonoro

À semelhança do que fiz há meses com os meus livros, dediquei-me hoje a inventariar os meus CD. Eis a lista. A ordem não é arbitrária, reflecte a maior ou menor distância entre o teclado do computador e o local em que estavam armazenados os discos.

1 - Só, Jorge Palma
2 - Ser Solidário, José Mário Branco
3 - Play, Moby
4 - O Melhor dos Peste & Sida, Peste & Sida
5 - Dance Club 127, Vários
6 - Uma Guitarra com Gente Dentro, Carlos Paredes
7 - O Monstro Precisa de Amigos, Ornatos Violeta
8 - Norte, Jorge Palma
9 - 1º de Agosto ao Vivo no Rock Rendez Vous, Xutos & Pontapés
10 - Radio Bemba Sound System, Manu Chao
11 - Ligação Directa, Sérgio Godinho
12 - O Melhor de Rui Veloso 20 Anos Depois, Rui Veloso
13 - Cão!, Ornatos Violeta
14 - 3 Pistas, Vários
15 - Zero, Zero
16 - O Milhor dos Trabalhadores do Comércio, Trabalhadores do Comércio
17 - Future Club, Vários
18 - Bairro do Amor, Jorge Palma
19 - Dance Club 129, Vários
20 - Fossanova, Belle Chase Hotel
21 - Popless, GNR
22 - La Toilette des Étoiles, Belle Chase Hotel
23 - Sons da Fala, Vários
24 - Ricciotti Ensemble Lusitanotour Zomer 2002 - CD1, Ricciotti Ensemble
25 - Ricciotti Ensemble Lusitanotour Zomer 2002 - CD2, Ricciotti Ensemble
26 - Nove e Meia no Maria Matos, Sérgio Godinho
27 - Bem Bom single, Rui Reininho
28 - Lupa, Sérgio Godinho
29 - Sexto Sentido, Sétima Legião
30 - Exílio, Quinteto Tati
31 - Queda do Império, Vitorino
32 - Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes, Vários
33 - O Elevador da Glória, Rádio Macau
34 - Amália ao Vivo no Olympia, Amália Rodrigues
35 - The Best of, James
36 - 1970, JP Simões
37 - UPA - Unidos para Ajudar, Vários
38 - Mesa, Mesa
39 - A Fábrica do Poema, Adriana Calcanhoto
40 - Marítimo, Adriana Calcanhoto
41 - Senhas, Adriana Calcanhoto
42 - Público, Adriana Calcanhoto
43 - Cantada, Adriana Calcanhoto
44 - 1, The Beatles
45 - The Very Best, Bee Gees
46 - Minha História, Caetano Veloso
47 - O Melhor dos Melhores, Carlos do Carmo
48 - Sodade, Cesária Évora
49 - 1 Lugar ao Sol, Delfins
50 - Crónicas da Terra Ardente, Fausto
51 - Grande Grande é a Viagem, Fausto
52 - Atrás dos Tempos Vêm Tempos, Fausto
53 - Pró que Der e Vier, Fausto
54 - Histórias de Viajeiros, Fausto
55 - Um Beco com Saída, Fausto
56 - A Preto e Branco, Fausto
57 - A Ópera Mágica do Cantor Maldito, Fausto
58 - Por Este Rio Acima, Fausto
59 - Allegria, Gipsy Kings
60 - Luna de Fuego, Gipsy Kings
61 - Greatest Hits, Gipsy Kings
62 - Best of - Gomo
63 - Gorillaz, Gorillaz
64 - Paixão, Heróis do Mar
65 - La Revancha del Tango, Gotan Project
66 - Razorblade Romance, HIM
67 - Encontros - Canções de João Lóio, Vários
68 - No Tempo dos Assassinos - Ao Vivo no Teatro Vilaret, Jorge Palma
69 - O Melhor dos Melhores, Jorge Palma
70 - Jorge Palma, Jorge Palma
71 - Acto Contínuo, Jorge Palma
72 - Quarto Minguante, Jorge Palma
73 - Ao Vivo no Johnny Guitar, Palma's Gang
74 - Deixa-me Rir, Jorge Palma
75 - Asas e Penas, Jorge Palma
76 - Ao Vivo no Coliseu, José Afonso
77 - Luís Represas, Luís Represas
78 - Ao Vivo, Mafalda Veiga
79 - Know Your Enemy, Manic Street Preachers
80 - Ar de Rock, Rui Veloso
81 - Circo de Feras, Xutos & Pontapés
82 - Rock in Rio Douro, GNR
83 - Afinidades, Clã e Sérgio Godinho
84 - Mundial 2002 - CD Não Oficial, Vários
85 - Angel os Ashes - A Tribut to Scott Walker, Vários
86 - Corações Felpudos, Mão Morta
87 - O.D. Rainha do Rock & Crawl, Mão Morta
88 - Ao Vivo em 1997, José Mário Branco
89 - München (EP), München
90 - Momento, Pedro Abrunhosa
91 - Canções Com História, Vários
92 - Uma Outra História, Vários
93 - Lustro, Clã
94 - Mundo de Aventuras, Ban
95 - As Canções Possíveis - Manuel Freira canta José Saramago, Manuel Freire
96 - Puta's Fever, Mano Negra
97 - Clandestino, Manu Chao
98 - Proxima Estacion Esperanza, Manu Chao
99 - Mão Morta, Mão Morta
100 - Ao Vivo, Censurados
101 - Perto de Deus, Ritual Tejo
102 - Histórias de Amor e Mar, Ritual Tejo
103 - Disco Pirata, Rádio Macau
104 - Stories From the City, Stories From the Sea, PJ Harvey
105 - Poses, Rufus Wainwright
106 - Pano-cru, Sérgio Godinho
107 - Canto da Boca, Sérgio Godinho
108 - 3,2,1... jazz!, Vários
109 - Mozart - o Génio Está de Volta, Vários
110 - Sérgio Godinho e Os Amigos do Gaspar, Sérgio Godinho
111 - Era Uma Vez um Rapaz, Sérgio Godinho
112 - Aos Amores, Sérgio Godinho
113 - Na Vida Real, Sérgio Godinho
114 - À Queima Roupa, Sérgio Godinho
115 - De Pequenino se Torce o Destino, Sérgio Godinho
116 - Kilas, o Mau da Fita (Banda Sonora), Sérgio Godinho
117 - O melhor de Sérgio Godinho ao Vivo no Rivolitz, Sérgio Godinho
118 - Domingo no Mundo, Sérgio Godinho
119 - Biografias do Amor, Sérgio Godinho
120 - Escritor de Canções, Sérgio Godinho
121 - Salão de Festas, Sérgio Godinho
122 - Noites Passadas, Sérgio Godinho
123 - O Irmão do Meio, Sérgio Godinho
124 - A Um Deus Desconhecido, Sétima Legião
125 - O Fogo, Sétima Legião
126 - Stoosh, Skunk Anansie
127 - Flic Flac Circus, Sloppy Joe
128 - B-Sides, Tindersticks
129 - Tracy Chapman, Tracy Chapman
130 - All That You Can´t Leave Behind, U2
131 - Cerco, Xutos & Pontapés
132 - Ao Vivo, Xutos & Pontapés
133 - XX Anos, XX Bandas - Tributo aos Xutos & Pontapés, Vários
134 - XIII, Xutos & Pontapés
135 - Canta Portugal - CD1, Vários
136 - Canta Portugal - CD2, Vários
137 - Canta Portugal - CD3, Vários
138 - Canta Portugal - CD4, Vários
139 - Canta Portugal - CD6, Vários
140 - Canta Portugal - CD7, Vários
141 - Canta Portugal - CD9, Vários
142 - Canta Portugal - CD10, Vários
143 - As Músicas dos Filmes da Sua Vida, Vários
144 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 1, Vários
145 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 2, Vários
146 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 3, Vários
147 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 4, Vários
148 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 5, Vários
149 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 6, Vários
150 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 7, Vários
151 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 8, Vários
152 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 9, Vários
153 - O Melhor da Música Portuguesa - Volume 10, Vários
154 - Manifesto, Vários
155 - Anesthetic 25 Single, Sally Lune
156 - Momento Single, Pedro Abrunhosa
157 - Pelo Sonho É que Vamos, Vários
158 - Junta Corações - S. João do Porto, Vários
159 - Marcha Municipal (CDU), Vitorino
160 - 100 Anos de Fado - Vol. 1, Vários
161 - Vozes da Luta, Vários
162 - Portugal ao Vivo II, Vários
163 - Superhits of the 80's, Vários
164 - O Melhor do Rock Português - 1980-1984, Vários
165 - The Privilege of Making the Wrong Choice, ZEN
166 - Sei Onde Tu Estás!, Xutos & Pontapés
167 - Ludwig van Beethoven - Colecção Royal Philarmonic, Royal Philarmonic
168 - Canta Portugal - CD8, Vários
169 - Canta Portugal - CD5, Vários

Não calem o JN!

Petição.

27.1.09

Numa internet sempre pop

Os jornalistas têm fama - e algum proveito - de serem das classes profissionais mais fumadoras. Estou em crer que a culpa é das fontes, que os deixam horas à espera de uma simples informação. Enquanto a informação não vem, fumam-se uns cigarros. Quando se deixou de ser fumador, como é o meu caso, há que fintar o stress de outra forma. Por exemplo, navegando pela rede à procura de preciosidades do passado. Foi assim que cheguei até ao espaço dos Ban na Internet. Além de ter podido recordar duas faixas - Portugal e Alma Dorida - que já não escutava desde que o meu gira-discos faleceu, tive a oportunidade de navegar pelos amigos dos Ban. Foi um festim de recordações de música portuguesa do tempo em que se chamava Música Moderna Portuguesa a tudo o que não era Música Popular Portuguesa, um tempo em que ainda não havia música pimba e em que o mais chunga que se encontrava por aí era o Marco Paulo, que, reconheçamos, é imensamente superior a qualquer Tony Carreira dos dias que vivemos.

Porque não sou egoísta, deixo aqui rasto da minha rota, de modo a que mais pessoas possam trilhar o mesmo caminho que eu palmilhei - sem levantar o cu da cadeira, é certo - esta tarde. Dos Ban fui aos Três Tristes Tigres recordar o Anjinho da Guarda e o Mundo a Meus Pés. Segui caminho. Fui de Táxi. Tive pena que não passasse na Rosete, mas sempre deu para mascar uma Chiclete de modo a acalmar os nervos, antes de chegar ao Cairo e de pensar se não terei Vida de Cão. Essa Entente lembrou-me o Zeca com o Senhor Arcanjo e convidou-me para uma Dança Nua com as moças da noite. Numa altura em que o Reininho anda no Bem Bom às tantas da manhã, achei por bem chamar a GNR. Vieram depressa, a bordo de Sete Naves e propuseram, como quem instiga cada um dos Homens Temporariamente Sós: Sê um GNR. Agora que as forças armadas também são coisa de gajas, nada melhor do que saltar da GNR para uma Diva, deixando-me seduzir pela Mariana, desejando um Amor Errante num Deserto Azul, onde para minha surpresa apareceu a voz de Adolfo Luxúria Canibal para dizer E o Verbo Criou a Mulher. Entretanto, o Repórter Estrábico mostrou-me a 2ª Pele, falou estrangeiro - Be Free, balbuciou - e disparou coisas com sentido como Mamapapa. Já confuso, apelei aos Heróis do Mar, criadores d'O Inventor que é Supersticioso e do qual eu tinha alguma Saudade. A Sétima Legião intrometeu-se cheia de Glória com o seu Canto e o Gelo. Sitiado(s) pela imponência e variedade da música portuguesa, fiz-me à Vida de Marinheiro, até porque estva Outro Parvo no Meu Lugar a aviar a Maria. Captei mais ritmos pelo Radar Kadafi e o frio da rua não impediu que aqui dentro se registassem 40 Graus à Sombra. Era a justificação para tomar umas Amarguinhas e para imiscuir-me numa celebração que seria Just Girls. A confusão mental era de tal ordem que me saíram pela boca sons sem sentido, algo como Mler Ife Dada e Zuvi Zeva Novi. Para evitar males maiores, o ideal seria ficar por ali. Não ofereci Resistência, até porque Não Sou o Único a desejar Um Lugar ao Sol onde toque um bom Fado.

22.1.09

Sem novidades, sou um gajo de Esquerda



Teste

17.1.09

Novo blogue

Criei um novo espaço para quem gosta de ler opiniões antes de ir para os copos. Leiam. E bebam. Aqui.

11.1.09

Ele já merece

Trágica ironia


O texto é nitidamente contra a dopagem, alertando para problemas de doping que a legislação pode vir a facilitar. A publicidade google oferece EPO, provavelmente o dopante mais usado em desportos de fundo como o ciclismo, o atletismo ou o esqui. É uma bela metáfora da dificuldade de lutar contra o flagelo. Enquanto os especialistas alertam para os perigos do consumo de determinadas substâncias, os traficantes aparecem nas suas costas, quantas vezes colados aos alertas, e vendem os produtos.

Isto anda tudo ligado

O país político está ao rubro. Como de costume, o "país real" não quer saber. "Eles" é que sabem. E o que "eles" andam a cozinhar é gravíssimo. Por um lado, o Governo quer que deixe de ser necessário fazer concursos públicos para obras que custem até 5,1 milhões de euros. Por outro lado, tanto o Governo como a Presidência da República equacionam concentrar num único dia pelo menos duas das três eleições marcadas para 2009. Qualquer uma das medidas é democraticamente escandalosa, mas, como de costume, o "país real" prefere fazer excursões para ver a neve do que levantar a voz contra estes atentados à democracia.

Indo avante, a possibilidade de entrega das obras até 5,1 milhões de euros aos empreiteiros que o poder político bem entender, sem concurso, é uma porta escancarada à corrupção e ao tráfico de influências. Mas percebe-se a lógica... em ano de eleições. Está por demais esclarecido como é que, em traços gerais, se processa o financiamento corrupto dos partidos políticos. Um partido no poder - seja nacional, regional ou local - atribui empreitadas a determinada empresa, pagando mais do que seria necessário. Uma parte do que pagou a mais é lucro do empreiteiro, a outra é entregue ao partido em causa para financiar a campanha, através do famoso "homem da mala", que pode ou não ficar com uma parte para si. Em ano de múltiplas eleições, dá jeito olear a máquina de financiamento ilícito das campanhas. Espero que mais partidos se juntem ao Bloco de Esquerda na contestação a esta medida. De outro modo, sou levado a pensar que todos, excepto os bloquistas, têm interesse no fomento do financiamento ilícito, à custa do dinheiro público que é desviado neste esquema.

Já a ideia de juntar eleições é profundamente demagógica e também ela antidemocrática. Aproveitando a crise, diz-se que se tem de poupar recursos e que isso pode fazer-se transformando os três domingos eleitorais apenas em dois. Desmontemos o argumento: o grosso da despesa com as eleições faz-se com o financiamento das candidaturas e estas existirão sempre, quer haja eleições sobrepostas quer não haja. O Jornal de Notícias pediu a um especialista que fizesse as contas e a conclusão, hoje publicada por esse jornal, é significativa. Os actos eleitorais de 2009 deverão custar qualquer coisa como 100 milhões de euros. Fazendo coincidir duas das eleições, a poupança seria de 4 milhões. Valor residual, portanto. Está desmontada a demagogia. Se querem realmente poupar, os partidos deveriam estabelecer tectos de gastos em propaganda eleitoral e cumpri-los efectivamente, abrindo caminho para diminuir as subvenções estatais para a campanha.

Este caso das eleições coincidentes merece, todavia, mais atenção porque revela a mentalidade tacanha do primeiro-ministro e do presidente da República. Tanto um como outro, pelo que é dado a conhecer na imprensa, simpatizam com a ideia de sobrepôr actos eleitorais. O presidente quererá fazer coincidir as autárquicas com as legislativas. O governante prefere que as legislativas colidam com as europeias. A menos má das soluções seria esta última, porque o futuro do país - está em causa nas legislativas - tem muito mais a ver com as questões da União Europeia do que com as lógicas locais das autárquicas. No entanto, um verdadeiro democrata não pode aceitar a limitação do debate pré-eleitoral. Um verdadeiro democrata vê a campanha eleitoral como uma oportunidade para expor pontos de vista de forma aprofundada, sendo por isso melhor a existência de três campanhas do que de duas. Há mais espaço de debate público e político. O presidente e o primeiro-ministro parecem ver nas campanhas apenas um sorvedouro de dinheiro. Eles saberão porquê. O que ambos não conseguem disfarçar é o profundo desprezo pela democracia que está intrínseco às suas personalidades políticas.

9.1.09

Cai neve na Travagem

28.12.08

Um dos concertos do ano: José Cid em Ermesinde

18.12.08

E no sábado lá teremos de ir ao Porto beber um copo

15.12.08

Avante, camarada Alegre

O discurso de Manuel Alegre e as suas posteriores declarações à comunicação social, ontem, no final do Encontro das Esquerdas, foram claros: o deputado do PS está claramente inclinado para a formação de uma frente de Esquerda que possa disputar as eleições de 2009. Eu, pessoalmente, não esperava que do encontro de ontem saísse uma postura de tão claro apoio à formação de um novo partido, bloco, frente, o que lhe quiserem chamar. Mas fiquei, naturalmente, satisfeito que isso tivesse acontecido.

Quando aderi ao PCP, em 1996, fi-lo com uma ideia em mente: é preciso que a verdadeira Esquerda se una para criar uma alternativa de poder que implique uma real viragem à Esquerda na governação do País. Quando saí do PCP (já não me lembro em que ano, porque a saída foi, afinal, um processo contínuo de afastamento) fi-lo porque esse partido estava acantonado na sua imaginada superioridade moral revolucionária, vendo inimigos em tudo e todos os que não comungavam na missa da direcção do PCP.

O Bloco de Esquerda nasceu da necessidade de criar uma base política eleitoral de congregar diferentes visões de Esquerda, no sentido de possibilitar a transformação social. Entretanto, cresceu bastante e instituicionalizou-se. Na minha opinião, corre o risco de vir a sofrer do mesmo mal do PCP: querer crescer sozinho para ser liderante numa eventual frente de esquerda.

Neste quadro, é para mim claro que o PCP vai colocar-se de fora das iniciativas de Alegre e irá, sem sombra de dúvidas, disparar contra elas com toda a sua artilharia. Temo que o Bloco de Esquerda, sem ostracizar, também não pretenda dar já este passo em frente. Se o fizer será um erro. Na minha óptica, o Bloco veio para o panoramo político agregar Esquerda à Esquerda, pelo que uma frente mais alargada, com gente da franja realmente socialista do PS, renovadores comunistas, ainda militantes do PCP e independentes seja o passo lógico da caminhada bloquista para a mudança social no país. Que melhor momento do que este em que as bases do capitalismo contemporâneo ruíram e não se vislumbra uma alternativa para a continuidade do sistema, sendo os Estados a suportar a crise. Se são os Estados a pagar a factura, ao menos que façam políticas para o povo e não para os banqueiros.

Curioso tem sido ler as reacções da imprensa à iniciativa de ontem das Esquerdas. Os editorialistas batem o mais que podem nas palavras de Alegre e naquilo que antecipam: uma força política pujante que pode mudar o rumo do país. Compreende-se que o façam. São servidores dos donos das publicações que dirigem, donos esses que querem que se mantenha a sociedade de privilégio para o capital, porque vivem disso. A táctica que usam para tirar gás ao novo movimento? Dizer que por causa dele o PS corre o risco de perder a maioria e, talvez, as eleições. Querem, assim, afastar da nova corrente os eleitores socialistas, injectando-os do medo da vitória da Direita. Acontece que o povo de Esquerda sabe que a Direita partidária - PSD e CDS - está moribunda. E sabe que a Direita política - o PS de Sócrates - tem de ser derrotada. Por isso, avante camarada Alegre!

13.12.08

Um léxico criativo... ou criacionista, tanto faz

A Igreja Católica (IC) utliza uma linguagem bastante criativa e superlativa, utilizando montes de palavras para dizer aquilo que apenas uma descreveria - leia-se a página 19 da edição de hoje do Público.

Num documento oficial em que condena a procriação medicamente assistida, a clonagem humano e a investigação em células estaminais embrionárias, a IC dá um novo mundo ao mundo linguístico a que o comum dos mortais está habituado.

O coito entre pessoas casadas não se chama coito, sexo, foda, queca ou fazer amor. Segundo a IC trata-se de um "acto conjugal específico do amor entre os esposos". Aceitar uma punheta como fonte de doacção de esperma merece a seguinte reprimenda do Vaticano: "É moralmente ilícito usar uma técnica que se realiza fora do corpo dos cônjuges, mediante gestos de terceiros". Sobre a terapia genética, genericamente enunciada, a IC diz o seguinte: "Na tentativa de criar um novo tipo de homem, entrevê-se uma dimensão ideológica em que o homem pretende substituir-se ao Criador".

Perante este esbanjar de qualidades linguísticas, ainda só não percebi se os teóricos e teólogos do Vaticano recorrem a um estilo criativo de linguagem ou apenas vomitam resquícios de criacionismo.

3.12.08

Quando um gajo está de rastos até os cães lhe mijam em cima

Governo ignora posições do presidente da República sobre Estatuto Autonómico dos Açores.

30.11.08

Garanto que isto não é uma piada política

Olé!

Talvez por estar numa praça de touros com vermelho por todos os lados, Jerónimo de Sousa resolveu arremeter, enraivecido, contra as outras correntes de esquerda, especialmente contra o BE. Quem não se intimidou foi Francisco Louçã, com a elegância dos grandes toureiros, esquivou-se à arremetida e, com uma faena de excepção, recordou que, num momento em que o principal pilar do capitalismo - o sector financeiro - ameaça ruir, deve ser aproveitado por todas as esquerdas para convergirem e não para de digladiarem. Olé!

26.11.08

Tudo tem explicação

O comunicado, indiciando nervosismo, do presidente da República acerca da sua alegada distância em relação às negociatas malcheirosas do BPN tem, afinal, explicação. Não se deveu apenas ao embaraço de um dos seus mais próximos seguidores, Dias Loureiro, estar metido ao barulho, surgindo embrulhado em justificações já desmentidas por terceiros.

O que está em causa é mais profundo. Como se pode ler, sua excelência o presidente da República recebeu, para a faustosa campanha eleitoral que o levou ao Palácio de Belém, qualquer coisa como 100 mil euros oferecidos por alguns dos accionistas de referência do BPN. Tão generosos que eles são!

O agora detido José Oliveira e Costa terá avançado com a módica quantia de 15 mil euros. Mais gastador - ou seria investimento? - Joaquim Coimbra, o tal que, segundo Menezes, se terá demitido da direcção do PSD quando o autarca gaiense pretendia maior aperto da supervisão financeira sobre os bancos, entrou com 22.482 euros, o máximo permitido por lei.

Basta esperarmos um bocado que tudo tem explicação, mesmo o comunicado presidencial e a grande vontade de contar "tudo" de Dias Loureiro. Os mestres em comunicação sabem que há várias técnicas para reagir ao que nos põe em xeque. Uma delas é a antecipação. Sabendo-se que vêm aí coisas más, fala-se sobre elas por antecipação, tentando anular à partida o efeito dos ventos mediáticos contrários. É curioso que tanto Dias Loureiro como Cavaco Silva tenham usado a mesma técnica. Andam sempre tão próximos. Que enternecedor!

21.11.08

Passem por nós na Internet


Sim, por aqui.

19.11.08

É óleo de travões

O meu veículo anda a ser alvo de vandalismo. Na semana passada surgiram duas amolgadelas. Hoje acordei e tinham partido o pára-choques da frente e danificado o radiador. Naturalmente, chamei a polícia para tomar conta da ocorrência.

Vieram dois agentes da PSP e fizeram um certo ar de entendidos na matéria olhando para o carro e, às tantas, diz um: "O radiador está a pingar". O outro agacha-se, passa o dedo no líquido, leva o dedo ao nariz e sentencia: "Isto não é água, deve ser óleo dos travões".

A verdade é que minutos antes da chegada da polícia uma gata roçou-se naquela zona do carro. Nem seria água nem óleo de travões, digo eu...

PS: Se apanho quem anda a danificar-me o comuna...

18.11.08

Entre um aborto e Salazar

As palavras de Manuela Ferreira Leite, esta tarde, são um pitéu irresistível para qualquer bloguer. Estava portanto a pensar comentar o que senhora disse, mas fui ultrapassado pelos acontecimentos. Ao ouvir a presidente do PSD dizer «E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia», o meu pai teve um comentário inspirado que me leva a prescindir de ser eu a botar faladura.

Assim sendo, boto aqui o referido comentário: «Se fosse por 9 meses ainda podia ser que nascesse algum Salazar, mas apenas por 6 meses não passa de um aborto».

16.11.08

Eis a prova de que descendo dos macacos

13.11.08

E por falar em JP Simões

Disco duplo de JP Simões gravado no São Luiz

Os concertos de JP Simões no passado fim-de-semana, no Teatro São Luiz, Lisboa, foram registados para posterior edição em disco. O material recolhido será a base de um álbum duplo ao vivo a editar em data a anunciar.

O disco terá 11 inéditos, além de permitir fazer uma viagem antológica pela carreira de JP Simões, com paragens em Belle Chase Hotel, Quinteto Tati, Ópera do Falhado e 1970, o primeiro trabalho a solo do artista.